TÓPICO ESPECIAL: IRREPREENSÍVEL, INOCENTE, INCULPÁVEL, SEM REPROVAÇÃO

A. Declarações de Abertura

1. Este conceito descreve teologicamente o estado original da humanidade (i.e., Gênesis 1, o Jardim do Éden).

2. Pecado e rebelião têm dizimado esta condição de perfeita comunhão (i.e. Gênesis 3).

3. Os humanos (macho e fêmea) anseiam pela restauração da comunhão com Deus porque eles são Sua imagem e semelhança (i.e., Gn 1.26, 27).

4. Deus tem lidado com a humanidade pecaminosa de várias maneiras

a. líderes piedosos (i.e., Abraão, Moisés, Isaías)

b. sistema sacrificial (i.e., Levítico 1-7)

c. exemplos piedosos (i.e., Noé, Jó)

5. Finalmente Deus providenciou o Messias

a. como revelação plena de Si mesmo

b. como o sacrifício perfeito pelo pecado

6. Os cristãos são tornados irrepreensíveis

a. legalmente através da justiça imputada de Cristo

b. progressivamente através da obra do Espírito

c. a meta do cristianismo é semelhança a Cristo (cf. Rm 8.28, 29; Ef 1.4), que, na realidade, é a restauração da imagem de Deus perdida na queda de Adão e Eva.

7. Céu é a restauração da comunhão perfeita do Jardim do Éden. Céu é a Nova Jerusalém descendo da presença de Deus (cf. Ap 21.2) para uma terra purificada (cf. II Pe 3.10). A Bíblia começa e termina nos mesmos temas.

a. comunhão íntima, pessoal com Deus

b. num cenário de jardim (Gênesis 1-2 e Apocalipse 21-22)

c. pela declaração profética, a presença e companhia de animais (cf. Is 11.6-9)

B. Antigo Testamento

1. Há tantas palavras hebraicas diferentes que carregam o conceito de perfeição, irrepreensibilidade, inocência que seria difícil identificar e mostrar todos os relacionamentos intricados.

2. Os principais termos que carregam o conceito de perfeição, inculpabilidade ou inocência (de acordo com Robert B. Girdlestone, Synonyms of the Old Testament [Sinônimos do Antigo Testamento], pp. 94-96) são

a. shalom (BDB 1022)

b. thamam (BDB 1070)

c. calah (BDB 478)

3. A Septuaginta (i.e., a Bíblia da igreja primitiva) traduz muitos destes conceitos para termos do grego coinê usado no NT.

4. O conceito-chave está vinculado ao sistema sacrificial.

a. amōmos (cf. Êx 29.1; Lv 1.3, 10; 3.1, 6; Nm 6.14)

b. amiantos e aspilus também têm conotações cúlticas

C. Novo Testamento

1. o conceito legal

a. conotação cúltica legal hebraica é traduzida por amōmos (cf. Ef 5.27; Fp 2.15; I Pe 1.19)

b. conotação legal grega (cf. I Co 1.8; Cl 1.22)

2. Cristo é O sem pecado, irrepreensível, inocente (amōmos, cf. Hb 9.14; I Pe 1.19)

3. Os seguidores de Cristo devem imitá-Lo (amōmos, cf. Ef 1.4; 5.27; Fp 2.15; Cl 1.22; II Pe 3.14; Judas v. 24; Ap 14.5)

4. Este conceito é também usado paras os líderes da igreja

a. anegklētos, "sem acusação” (cf. I Tm 3.10; Tito 1.6, 7)

b. anepilpemptos, "acima de crítica” ou "sem pretexto para reprovação” (cf. I Tm 3.2; 5.7; 6.14; Tito 2.8)

5. O conceito de "imaculado” (amiantos) é usado para

a. Cristo Mesmo (cf. Hb 7.26)

b. a herança do cristão (cf. I Pe 1.4)

6. O conceito de "perfeição” ou "retidão” (holoklēria) (cf. Atos 3.16; I Ts 5.23; Tiago 1.4)

7. O conceito de "sem falta”, inocência inculpável é expresso por amemptos (cf. Lucas 1.6; Fp 2.15; 3.6; I Ts 2.10; 3.13; 5.23)

8. O conceito de "não sujeito à repreensão” é expresso por amōmētos (cf. II Pe 3.14)

9. O conceito de "sem mancha”, "imaculado” é muitas vezes usado em passagens que têm um dos termos acima também (cf. I Tm 6.14; Tiago 1.27; I Pe 1.19; II Pe 3.14)

D. O número de palavras em hebraico e grego que expressam este conceito mostra sua importância. Deus proveu a nossa necessidade através de Cristo e agora convoca-nos para ser como Ele. Os crentes são posicionalmente, forensemente declarados "retos”, "justos”, "irrepreensíveis” pela obra de Cristo. Agora os crentes devem possuir a posição deles. "Andarmos na luz, como ele está na luz” (cf. I João 1.7). "Andeis de modo digno da vocação” (cf. Ef 4.1, 17; 5.2, 15). Jesus restaurou a imagem restaurou a imagem de Deus. Comunhão íntima é agora possível, mas lembre que Deus quer um povo que reflita Seu caráter, como Seu Filho fez. Nós somos chamados para nada menos do que santidade (cf. Mt 5.20, 48; Ef 1.4; I Pe 1.13-16). Santidade de Deus, não apenas legalmente, mas existencialmente!

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