TÓPICO ESPECIAL: SOFISTAS

 

A palavra grega sophia significa sabedoria. O termo relacionado sophistēs veio a denotar alguém "habilitado” ou "educado em retórica”. Geralmente denotava um orador público, freqüentemente itinerante, que vinha a uma cidade e tentava abrir uma escola para treinar os filhos da classe elite. Esse falar em público (isto é, a formação retórica) é o que fazia os pais buscá-los para aulas lições particulares ou instrução dos seus filhos.

Havia uma tremenda competição entre esses "homens sábios” relacionada com suas reputações e habilidade para atrair alunos. Havia ainda um conjunto de diretrizes para suas oportunidades de falar. Uma desses procedimentos estabelecidos era um tempo para o filósofo listar suas qualificações e ponto forte.

Os problemas de Paulo em Corinto parecem estar relacionados com

1. facções na Igreja, cada uma alegando seguir um mestre em particular (I Coríntios 1-4)

2. falsos mestres judeus de Jerusalém helenisticamente treinados (II Coríntios 10-13)

A declaração de Paulo para "sabedoria” em I Coríntios 1-4 estabelece o palco para ser atacado por aqueles que se gloriavam do seu treinamento filosófico, retórico e julgavam todos os outros à luz desses critérios. É surpreendente que os mestres judeus tivessem se gloriado nas categorias filosóficas, mas um precedente é estabelecido no judaísmo por Filo de Alexandria e possivelmente ainda o treinamento e a formação de Apolo de Alexandria.

Paulo não era um polido orador publico. Ele era atacado por isso. Ele retalia escrevendo de forma polida, equilibrada, bem construída, retórica em II Coríntios 10-13. Ele usa os termos deles, as formas deles e expõe as suas atitudes e arrogância inadequada. Veja W. Winter, Philo and Paul Among the Sophists [Filo e Paulo Entre os Sofistas].