TÓPICO ESPECIAL: VISÕES DE PAULO DA LEI DE MOSAICA

 

É boa e de Deus (cf. Rm 7.12, 16).

A. Não é o caminho para a justiça e aceitação por Deus (pode até ser uma maldição, cf. Gálatas 3). Veja o Tópico Especial: Lei mosaica e o Cristão.

B. É ainda a vontade de Deus para os crentes porque é a auto-revelação de Deus (Paulo freqüentemente cita o AT para convencer e/ou encorajar os crentes).

C. Os crentes são informados pelo AT (cf. Rm 4.23, 24; 15.4; I Co 10.6, 11), mas não salvos pelo AT (cf. Atos 15; Romanos 4; Gálatas 3; Hebreus). Ele funciona em santificação, mas não justificação.

D. Funciona na nova aliança para:

1. mostrar a pecaminosidade (cf. Gl 3.15-29)

2. guiar a a humanidade remida na sociedade

3. informar decisões éticas cristãs

É este espectro teológico de maldição e transitório para bênção e permanência que causa o problema ao tentar compreender a visão de Paulo da Lei Mosaica. Em A Man in Christ [Um Homem em Cristo], James Stewart mostra o pensamento e escrito paradoxal de Paulo:

"Você normalmente esperaria um homem que estava se colocando para construir um sistema de pensamento e doutrina para fixar tão rigidamente quanto possível os significados dos termos que ele empregava. Você esperaria que ele aspirasse à precisão na fraseologia de suas idéias principais. Você exigiria que uma palavra, uma vez usada por seu escritor num sentido mantenha, deveria carregar esse sentido todo o tempo. Mas procurar isso de Paulo é ficar desapontado. Muito da sua fraseologia é fluida, não rígida... ‘A lei é santa’ ele escreve, ‘no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus’ (Rm 7.12, 22) mas é claramente um outro aspecto da nomos que o faz dizer em outro lugar, ‘Cristo nos resgatou da maldição da lei’ (Gl 3.13)” (p. 26).