TÓPICO ESPECIAL: O SENHOR ENDURECEU

 

Este aparente paradoxo tornou-se o conflito teológico entre sistemas teológicos concorrentes:

1. a soberania de Deus vs. livre-arbítrio humano

2. Aogustinho vs. Pelágio

3. Calvino vs. Armínio

Para mim ambas são verdades bíblicas. Ambas as verdades devem ser mantidas numa tensão teológica (veja o Tópico Especial: Eleição / Predestinação e a Necessidade de Um Equilíbrio Teológico). O conceito de "aliança" (veja o Tópico Especial: Aliança) as mantém juntas. Deus sempre vem primeiro, estabelece a pauta, e chama a humanidade caída, (e.g., João 6.44, 65), mas nós somos responsáveis pelas nossas escolhas (e.g., João 1.12; 3.16). A responsabilidade humana e suas conseqüências impõem uma liberdade humana (i.e., competência da alma)! Ações morais são baseadas em escolhas reais. As Escrituras afirmam ambas as verdades (i.e., pólos teológicos; veja o Tópico Especial: Literatura Oriental [paradoxos bíblicos])!

É certamente possível que essa dificuldade teológica para nós é pressuposta na nossa má interpretação das antigas expressões idiomáticas hebraicas. O monoteísmo único de Israel exigia que o defendesse em todos os pontos. A causa de YHWH de todas as coisas era uma maneira hebraica de afirmar o monoteísmo (veja o Tópico Especial: Monoteísmo). Nada simplesmente acontecia. Havia uma e somente uma causa —YHWH. O texto que afirma isso (cf. Ecl. 7.14; Isa. 45.7; Amós 6.3) tem causado os modernos a:

1. atribuir o mal a Deus

2. afirmar uma forma radical de soberania a Deus